dezembro 23, 2016

O Poder do Sentimento



Entrevista com Gregg Braden - (Parte da Transcrição do vídeo abaixo... 




Sentimentos negativos

As pessoas perguntam como a sua própria negatividade – os seus sentimentos, pensamentos, emoções e crenças negativas – e as suas experiências negativas interiores podem afetar aquilo que partilham na Matriz Divina.

O que as tradições antigas dizem... Isto não é nada de novo. A experiência é a mesma que tínhamos há 2500 anos.

O que dizem as tradições e textos antigos é que essa experiência é apenas uma experiência, nem positiva nem negativa, até julgarmos e lhe atribuirmos uma importância baseada nas nossas crenças e percepções. E até fazermos isso, ela não passa de uma experiência.

Então, a pergunta é:

Porque e como nos julgamos a nós próprios?

E a cura passa por não deixarmos de sentir aquilo que o mundo nos der para sentir e por reconhecermos esse sentimento, e dizer:

“Hum, isto é um sentimento.” Uma vez é um sentimento bom, outras vezes maus. Mas deixar o sentimento manifestar-se sem julgar o seu significado ou recear o impacto que poderá ter no mundo.

Os sentimentos a que chamamos negativos são simples indicadores de que algo se atravessou no nosso caminho e está nos convidando a uma análise:

“Porque me sinto assim? O que é que isto me diz?”

E só se tornam um problema quando nós os ignoramos, quando ficam pendentes ou “irreconciliados”, que é o termo que se utiliza.

Quando os sentimentos ficam pendentes e escondemos ou disfarçamos a nossa dor, frustração, a nossa inveja ou a nossa raiva mês após mês, ano após ano, contendo a sua expressão, aí é que começamos a ter problemas.

Mas os sentimentos em si... Eu tenho sentimentos negativos. Mas não os julgo. Digo: “Tenho um sentimento em relação a esta pessoa ou situação.”

E pergunto a mim mesmo: “Porque é que estou sentindo isto? O que é que isto quer dizer? O que é que isto me diz das minhas crenças e experiências pessoais?”

E assim os sentimentos negativos passam a ser os nossos melhores amigos pois, passam a nos servir ao invés de nos magoarem.

E é tudo baseado nas crenças e julgamentos que atribuímos a essa experiência.



O olho único do coração

Os antigos essênios contam nos seus textos de há 2500 anos, numa linguagem muito precisa, que todo ser humano da Terra vive em 3 mundos ao mesmo tempo: nos mundos do pensamento, do sentimento e da emoção.

E segundo os seus textos, quando estes três se tornam um, quando pensamento, sentimento e emoção se fundem numa única força, então se ordenarmos à montanha que se mova, ela se moverá.

Eu antes pensava que isto era uma metáfora.

Mas pelo que vi em mosteiros do Tibete, nas culturas sagradas da Bolívia e do Peru, nas tradições nativas do deserto do sudoeste e em hospitais sem medicina, chineses de Pequim, não é uma metáfora. É um fato!

Quando pensamento, sentimento e emoção se tornam um podemos modificar o material de que é feito o mundo.

Podemos reagrupar os átomos da matéria através das ondas de fé que emanam do coração.

Então a pergunta é: quando experienciamos julgamento e ego, o que é que isso nos diz?

Em primeiro lugar, que não estamos no coração porque o coração não julga, nem tem ego.

Essas são as qualidades que partem de nossa mente, da nossa criança interior, do medo, da família, das nossas percepções e condicionamento.


Não partem do coração.

Isto é o que eu acho interessante... Eu agora estou usando a língua inglesa. E esta língua não foi feita para falar destes temas. Há línguas que foram, como o sânscrito antigo. Por exemplo, em sânscrito existe uma palavra para “Corpo energético humano” que é “prana”. Em inglês não existe uma palavra para “prana”. É preciso juntar várias palavras: “corpo energético” ou “campo eletromagnético”. E o mesmo acontece com a língua do coração. Não há nenhuma palavra em inglês que descreva a língua do coração.

Parte de minha ascendência é indígena cherokee do sudeste. E nessa tradição há uma palavra que significa o “o olho único do coração”, o olho que não vê o bem e o mal, o certo e o errado. Simplesmente vê o que acontece sem julgamento. Essa palavra é “chante-ishta”, o “o olho único do coração”.

E o objetivo de muitas das tradições antigas como a cristã, a judaica, a budista e a americana nativa, assim como dos princípios científicos de hoje, é encontrar uma forma de encarar as experiências da nossa vida - os acontecimentos no mundo, os nossos relacionamentos, as nossas finanças, a saúde – através do olho do coração, do olho que vê o que acontece sem classificar de bom, de mau, de certo ou errado.


Quem faz isto é nossa mente. E a união da mente e do coração é que nos dá o poder para criar e o meio de transcender os julgamentos em que caímos.

A princípio pode soar estranho, mas eles nos convidam a fazer isto. Quando algo na nossa vida nos magoa, quando o sofrimento se atravessa no nosso caminho, a nossa primeira reação é fugir dele, é evitá-lo. E é aí que entra o julgamento.

Mas se nós abraçarmos essas experiências... Quando algo ou alguém nos magoa na nossa vida... Não é que se tenha que gostar da experiência e querer repeti-la. Mas os antigos dizem que devemos abençoá-la.

Abençoar aquilo que nos magoa pode soar estranho. Mas, abençoar as coisas que nos causam dor é apenas o reconhecimento ao dizer:

“Eu abençoo a pessoa que foi desonesta comigo.”

“Eu abençoo a pessoa que traiu a minha confiança.”


O que acontece quando repetimos isso várias vezes, e em voz alta, é que a verbalização faz a energia física subir do coração para o corpo. E em breve o corpo ficará quente e sairão lágrimas dos olhos. E é essa bênção que liberta a carga do julgamento, apenas por um instante. E é tudo o que precisamos.

Nesse instante em que a carga é libertada podemos substituir a dor por outra coisa. E essa “outra coisa” é aquilo a que os antigos chamam beleza.

A beleza é uma força poderosa no mundo. E existe em toda parte. Tanto os essênios como os americanos nativos dizem que a beleza está presente em tudo e em todo o lugar. A nossa tarefa é encontrá-la.

A Madre Tereza era mestra nisso. Ela podia andar por Calcutá, na Índia, e ver cadáveres nas ruas, podridão nas valetas, e encontrar a beleza numa flor brotando do estrume.
E essa experiência deu-lhe a força para encontrar ainda mais beleza na vida.

Por isso, em vez de julgarmos as experiências, se encararmos cada uma delas como uma bênção, e dissermos sempre que nos sentimos magoados:


“Sim, estou magoado.”

Então primeiro reconhece-lo. Em segundo perguntar:

“O que é que esta dor me diz?” “Que voz é esta?” “O que me diz da minha vida?”

E abençoar essa dor que nos deu informação sobre nós. Quando começarmos a fazer isto, será mais fácil os pensamentos, sentimentos e emoções se tornarem um e movermos a montanha quando ela se atravessar no nosso caminho.


Viver no coração

Então, a pergunta que os cientistas fazem é: se sabemos que os sentimentos funcionam, que quando várias pessoas se juntam para partilhar um sentimento comum nos seus corações por um período de tempo... – como no Projeto Internacional de Paz no Oriente Médio, em que as pessoas se juntaram para sentirem a paz durante a guerra israel-libanesa, nos anos 80.

Durante o período em que sentiram esse sentimento as atividades terroristas caíram para zero e os crimes contra a população, as emergências nos hospitais e os acidentes de viação diminuíram.

E os cientistas perguntaram: “Se esta prece é tão poderosa porque não perdurou?”

E este é o segredo das tradições antigas que muita gente de hoje tem deixado escapar.

É que este sentimento no coração foi visto pelos cientistas como algo que se faz por um instante. Isto é, a certa altura do dia interrompemos a nossa rotina e iniciamos a oração no coração. E quando acabamos, paramos a prece e voltamos à nossa rotina.

Mas as antigas tradições sagradas são muito claras: este sentimento no coração não é algo que fazemos, mas algo em que nos tornamos. É algo que vivemos na nossa vida.

A prece é a nossa vida.

A prece são todos os momentos de cada dia.


E como esta prece, chamada de forma de prece perdida, se baseia no sentimento... E nós temos sentimento a todo o momento: enquanto conduzimos na auto estrada, no escritório, na escola, em família ou sozinhos no parque.

Podemos sempre sentir, isto é, podemos estar sempre em oração. Mas
não é algo que se faça num instante.

É um modo de vida, é algo em que nos tornamos.

E se fizermos isso a prece nunca acaba. E é esse o segredo para manter o poderoso efeito documentado pela Ciência e descrito nos textos antigos.




A matriz

Absolutamente. O abade do Tibete disse-o de forma muito clara.

Eu lhe perguntei, através do tradutor, qual era a força que unia todo o universo.

Nós já tínhamos concordado que existia alguma coisa e eu lhe perguntei o que era, segundo a filosofia budista.

“O que é que mantém o universo ligado?”

“O que é que une todas as coisas do universo?”

Ele falou com o tradutor e respondeu numa palavra: “Compaixão”.

E eu disse “Espere aí. Eu pensava que a compaixão era algo que sentíamos no coração. Eu estou lhe perguntando qual a força que mantém tudo ligado.”

E ele disse de novo: “A compaixão!”

“Mas é um sentimento ou uma força?”

E ele disse: “São as duas coisas.”

E isso para mim é importantíssimo porque nos lembra que nascemos neste mundo com um poder no coração que já possuímos, que não temos que aprender, ele já existe. E é um poder que nos alinha com a “matriz do universo” - como chamou Max Planck e, 1944 a esta rede de energia que une todas as partículas do universo.

E da perspectiva budista tibetana, o sentimento de compaixão não se resume a sentir pena de outra pessoa: “Oh coitado, está num dia mau.”

No Ocidente, muita gente vê a compaixão dessa forma. E até pode ser em parte isso. Mas da perspectiva budista vai muito além disso.

É viver a vida despertos, conscientes, presentes no coração, sabendo no momento que somos parte de tudo o que existe, e que tudo o que fazemos em cada momento afeta-nos a nós e ao outro lado do universo, e viver a nossa vida conscientes, honrando e respeitando essa relação.

É uma bela maneira de se viver.

E agora que os cientistas puderam demonstrar pelas imagens do observatório espacial de raios-X Chandra...Ele foi criado para detectar campos de energia invisíveis no universo.

Os cientistas sempre suspeitaram que 99% do universo era vazio. Mas este observatório vem agora provar que no espaço que antes se julgava vazio há imensa energia. E parece lá existir uma rede de energia.

E é a compaixão no coração que gera as ondas de fé, A energia eletromagnética, que nos alinha com este campo.

Esta é a maneira técnico-científica ocidental masculina de o descrever, e nos parece muito complexo.

O monge budista diz “compaixão” e se refere à mesma coisa. E eles sempre souberam isto.

Isto é o que eu acho fascinante porque... A Ciência é uma língua. É só uma língua para descrever a nossa relação com o mundo. Mas há outras línguas. E a Ciência é uma língua recente. Só tem 400 anos.

Há línguas com 7000 anos, como a dos Vedas.

Apesar de a Ciência servir, ela é incompleta. E é sabido que a Ciência não tem todas as respostas. Por isso, quando procurarmos noutras tradições a forma como elas descrevem a nossa relação com o universo vemos que em alguns pontos são mais completas.

A Ciência moderna está chegando apenas agora – em finais do século XX e inícios do século XXI – ao entendimento de que o campo existe, e de não saber o que fazer com ele. No entanto, esse sempre foi o ponto de partida das tradições antigas.

A Ciência demorou quatro séculos para provar que tudo se encontra ligado, enquanto que as tradições antigas começaram sabendo que tudo se encontra ligado.

Elas não passaram 400 anos para provar a ligação, mas sim procurando formas de usar essa ligação para serem pessoas melhores e criarem um mundo melhor.


E para mim, como cientista, esta é a importância de ir às tradições antigas, de honrar o nosso passado. Não atirá-lo janela afora. Honrá-lo. E casar essa sabedoria com a melhor ciência de hoje.

Juntas formam uma sabedoria maior do que separadas. E acho que essa é a sabedoria que precisamos hoje para resolver os problemas das nossas vidas.

A Ciência nos ensina como as coisas funcionam. As tradições antigas nos ensinam a aplicar esse saber na nossa vida.




Ciência e Espiritualidade

A Ciência nos ensinou que devemos acreditar ou na Ciência, ou na Espiritualidade. Mas não nas duas.

Em criança eu sempre achara que Ciência e Religião eram a mesma coisa e que todos achavam o mesmo. Apenas não o diziam.

Eu sempre achei que estudando Ciência, estudava-se Deus. Mas quando comecei a trabalhar em empresas vi que estava completamente enganado.

Diziam-me: “Você ou é cientista ou é espiritualista. Ou usa a tecnologia ou usa a religião. Mas não tem que ser assim.

Eu creio que o grande poder desta era é que há uma nova ciência ou espiritualidade nascendo neste momento. É tão nova que ainda nem sequer tem nome. E se calhar é melhor assim, porque senão criam-se regras e apropriam-se dela.

Por agora não tem nome. Mas é uma bela junção da ciência e tecnologia que temos hoje com os conhecimentos que nos serviram por mais de 5 mil anos, e nos guiaram até ao ponto em que estamos hoje. 



Ressonância

“Ressonância” é uma palavra muito poderosa da nossa língua. Dá-se quando duas energias encontram uma forma de se igualarem.

Como sou guitarrista, vou dar um exemplo da guitarra.

Se houver duas guitarras em uma sala, cada uma encostada a uma parede e eu tocar em uma corda de uma das guitarras a mesma corda da outra guitarra começará a vibrar como se fosse tocada.

Isso acontece porque estão em ressonância, porque estão afinadas no mesmo tom.

As restantes não iriam vibrar por não estarem no mesmo tom.

É um princípio poderoso pois podemos encontrar ressonância no nosso coração.

Nós afinamos o corpo tal como um instrumento musical. E fazemos isto através de pensamentos, emoções, sentimentos e crenças.


Nós é que escolhemos se as crenças dentro de nós nos colocam em ressonância com a verdade e a beleza, ou com a raiva e o ódio do mundo em redor.

E o melhor é que podemos escolher a fonte da ressonância. 





A energia exponencial do coração

O princípio da ressonância é talvez um dos mais poderosos da natureza, pois torna possível que tremendas mudanças ocorram muito rapidamente com um pequeno número de pessoas conhecedoras destes temas que estamos discutindo agora.

Isto porque, se esse pequeno número de pessoas conhecer a língua da ressonância com a matriz e escolher sentir paz e cura no seu corpo e conseguirem comunicar isso à matriz divina, esse poder concentrado de conhecer a língua é superior ao poder caótico de não conhecer a língua.

O que vemos hoje nas cidades é muita gente em caos. Muito pouca gente conhece a língua para transcender – não digo para dominar ou para vencer – mas para transcender a negatividade das outras pessoas graças ao princípio da ressonância.  


A cura

Nos nossos curso partilho muitas vezes um vídeo raro e precioso que mostro o tratamento de um tumor de uma mulher num hospital sem medicina de Pequim, China.

E através da tecnologia de ultra som, podemos ver no corpo dela o câncer sendo curado em menos de 3 minutos, na presença de 3 terapeutas conhecedores da língua da ressonância que o corpo reconhece.

E quando sentiram a cura da mulher nos seus corações e começou a refletir a cura.

E partilho este vídeo apenas por uma razão: é que falar disto em um workshop é acadêmico, é uma teoria interessante a ter em conta e esperamos que seja real.

Mas ver as imagens do tratamento, transporta toda essa conversa do domínio da possibilidade para o da realidade. E só duas coisas podem ter acontecido: ou o vídeo é falso – porque se pode falsificar num computador – ou prova uma coisa que o coração quer acreditar, mas a mente precisa nos ajudar a perceber que os milagres resultam.

Por isso eu mostro um vídeo que é breve, convincente, potente, que nos faz pensar por muito tempo, para mostrar às pessoas que isto é real.

Mas elas não precisam ir àquele hospital específico, ou qualquer outro para ter aquela experiência.

O objetivo do vídeo é nos mostrar que quando nós sentimentos esses sentimentos no nosso corpo conseguimos a nossa própria cura.

E porque é que eu sei isto?

Por que tive a experiência pessoal.

No ano 2000 foi-me diagnosticado uma doença. Fui a um médico tradicional que usou as técnicas tradicionais e me disse que meu corpo tinha algo que não devia ter.

E eu pensei: “Ando pelo mundo mostrando às pessoas esta possibilidade teórica e agora estou a experienciando.”

E percebi que era uma oportunidade para eu próprio por em prática e acreditar naquilo que mostrava aos outros, para que dali em diante pudesse olhar qualquer pessoa nos olhos e dizer: “Eu sei que você tem este próprio poder porque eu próprio me curei fazendo exatamente o que estou partilhando agora.”

E assim foi. Usei as técnicas que aprendera nos mosteiros do Tibete e com os curandeiros da China.

Ainda assim, submeti-me a uma intervenção médica pois há aquela parte da mente que desconfia.

Fui anestesiado, os médicos começaram a examinar e acordei na sala de recuperação com o médico a me dizer: “O que faz aqui? Não há nada aí. Nunca houve nada aí. Nem cicatriz, nem marcas. Porque é que está aqui?”

E já desperto comecei a lhe falar do poder que tem a emoção humana de curar o corpo. E isso é algo que os médicos não gostam de ouvir.

Mas eu não mostrei este vídeo apenas em auditórios públicos – como o de Milão e na Alemanha, na França e na Inglaterra.

Mostrei em instituições privadas, como os serviços médicos da força aérea americana e em congressos de médicos clínicos.

Mas eles o veem como um milagre isolado. Dizem: “Sim, isto pode ter acontecido. É um milagre. Iremos analisá-lo mais tarde, mas antes vamos procurar a cura para o câncer.”

Porque na mente deles há uma desconexão. Na mente de um médico moderno não existe relação entre ondas de fé, campos eletromagnéticos no coração, e a cura do corpo.

Na mente deles há a crença de que são necessários químicos ou medicamentos, remover fisicamente ou alterar o corpo de alguma forma para efetuar a cura.

Eu acho que isto está mudando.

Mas quer esteja mudando ou não o que sei é que posso ir a qualquer audiência, ou olhar qualquer pessoa nos olhos e dizer: “Eu sei por experiência própria que isto é verdade.” 



A prática

Para muita gente do Ocidente a prática é algo que se faz de vez em quando. Mas a chave para todas as tradições é que se torna um modo de vida, e não uma coisa pontual (esporádica/sem frequência Lena).

No Ocidente pensamos que a prática espiritual se faz ao final do dia, depois de alimentar os filhos, de pagar as contas, preparar a refeição, de lavar a roupa e preparar o almoço para o dia seguinte.

E vamos para um quarto, fechamos a porta ligamos a música, acendemos uma vela, queimamos o incenso ... Entretanto são duas da manhã, estamos demasiados cansados, respiramos fundo e dizemos um mantra e vamos para a cama. rss

Isto é obviamente um exagero.

Mas muita gente da cultura Ocidental a prática espiritual se resume a uns poucos instantes depois de estar tudo feito.

No entanto, nas culturas nativas da América do Norte e do Sul, e nos mosteiros do Egito e do Tibete, a prática espiritual é a vida deles.

E de vez em quando, interrompem essa prática por um instante para trocar 20 Euros.

É exatamente ao contrário da maneira como vivemos.

Volto a dizer que é uma questão de nos convertermos na prática e fazer dela um modo de vida. E não vê-la como uma coisa que fazemos às vezes.

E eu dou curso em todo o mundo, cursos de 1, 2, 3 dias e no fim as pessoas vêm perguntar: “Excelente curso, quando será o próximo? O que devo estudar a seguir? “

E eu digo: “Não há mais. Vá para casa e experimente. Viva aquilo que aprendeu aqui.”

Mas para algumas pessoas a distração... Elas preferem andar de Workshop em Workshop, de estudo e estudo e de mentor em mentor ao invés de abraçarem e vivenciarem em suas vidas aquilo que já aprenderam. 

Muitos mentores

Toda gente aprende de maneira muito diferente. Alguns precisam de apoio e acompanhamento de um grupo ou de um mentor para serem orientados. Outros só precisam de um empurrãozinho e de uma indicação de como funciona, e tem a disciplina para o conseguirem sozinhos.

É o que nos torna únicos. Somos todos diferentes.

Aprendemos todos de diferentes maneiras e linguagens. Por isso é que há muitos mentores que ensinam as mesmas coisas e muitas pessoas vêm dizer: “Isto é muito parecido com o que disse o meu mestre budista, ou com o que diz o Um Curso em Milagres...”

E eu digo: “Sim, se uma coisa é verdadeira é natural que muitas vezes seja contada de maneira diferente.” E a linguagem que eu uso pode resultar para alguns e não resultar para outros.

Também dou Workshops para crianças de 8 e 9 anos a convite das escolas. E uso uma linguagem muito diferente: muitas imagens, zero termos técnicos, muita experiência direta... E apresento o tema como um mistério ainda por ser resolvido, que é algo que as crianças adoram.

Com finalistas do secundário uso uma linguagem diferente.


Também vou a lares de idosos, onde as pessoas têm dificuldade de atenção e os termos técnicos não funcionam. Por isso, uso outra linguagem. 


Entrevista com Gregg Braden O Poder do Sentimento




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CUIDE BEM DE VOCÊ
Avaliação por Radiestesia na dimensão mental do distúrbio, que afeta o emocional e comportamental, interferindo na saúde física do ser humano.

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