maio 12, 2017

Psoríase: Existe Cura ou Tratamento Natural?



A psoríase é uma doença crônica inflamatória que ocorre na pele e atinge quase 200 milhões de pessoas no mundo inteiro. É mais incidente em pessoas de pele mais clara, entre 20 e 50 anos, sem distinção entre homens, mulheres e até mesmo crianças.

A psoríase é caracterizada pelo aparecimento de lesões (manchas) avermelhadas e escamosas na pele, em geral, no couro cabeludo, no joelho e nos cotovelos, e em alguns casos pode se espalhar por toda a pele e causar coceiras e desconforto, no entanto, a psoríase não é contagiosa.

As causas do aparecimento da psoríase ainda não foram totalmente explicadas, mas se sabe que ela altera o sistema imunológico, o que a torna uma doença autoimune, vez que faz com que as células de defesa do corpo ataquem equivocadamente as células do corpo saudáveis. Isso ocorre porque algumas células T (leucócitos), são estimulados em excesso e atuam de forma até dez vezes mais rápida que o normal.


Remédios, loções, pomadas e cremes a base de vegetais (ervas curativas) aplicados diretamente na pele podem limpar a pele irritada e diminuir a coceira, além de poderem, dependendo do caso, reduzirem o inchaço, desobstruir os poros da pele, diminuir a taxa de crescimento das células e suprimir o sistema imunológico do paciente.

Diversos medicamentos testados estão apresentando resultados eficazes no alívio dos sintomas da psoríase. A cortisona e os esteróides mais novos (medicamentos à base de hormônios) podem remover as placas em quase metade dos casos cerca de 50% dos casos quando aplicados diretamente na pele afetada. Há uma evidência crescente de que o ácido fumárico pode ajudar a manter a psoríase sob controle. Este tratamento envolve o uso de um éster de ácido fumárico, comumente usado na indústria alimentícia como aditivo alimentar, em substituição ao ácido cítrico. As cápsulas de éster de ácido fumárico têm sido utilizadas em ensaios clínicos na University Medical Centers na Suíça, Alemanha, Japão e Holanda. Em um estudo recente, 80 por cento dos 285 pacientes envolvidos relataram melhora acentuada, e 52 por cento dos pacientes estavam completamente livre de lesões psoriática.

Apesar de ervas medicinais serem usadas há muito tempo no como tratamento alternativo da psoríase na medicina natural, toda e qualquer uso de medicamentos, sejam eles naturais ou não, devem ser realizados com a supervisão médica. A psoríase é uma doença que se não for devidamente tratada, em alguns casos pode evoluir para uma forma mais grave, necessitando inclusive de internação.

A Aparine é usada em forma de pomada, lavagem facial no tratamento da psoríase. A Morujem, é uma planta medicinal que pode ser usada como uma erva de banho, compressa, cataplasma ou pomada, para psoríase, além de beneficiar de igual forma o tratamento de sarna, picada de urtiga, varizes e eczema. A planta Alteia, também conhecida como Malvarisco, é acrescentada a cosméticos e unguentos para amolecer e nutrir rachaduras na pele, beneficiando inclusive quem possui psoríase.

O óleo essencial do Vidoeiro é usada em pomadas e sabões medicativos. Da mesma forma, algumas ervas são usadas em forma de unguento, ou seja, em forma de medicamento natural para uso externo, à base de substância gordurosa, empregado para untar o corpo, como é o caso do Pinheiro-Bravo.

A Centella asiatica pode ajudar estimular produção de colágeno quando usado interiormente e topicamente na pele.
Também melhora o tempo de cura de uma ferida, estimulando a mitose celular e é usada para tratar queimaduras, cicatrizes (inclusive quelóides), psoríase e eczema. A Centella também é muito usada em cosméticos por suas propriedades regenerativas, inclusive no combate a queda de cabelo.

A Harmala, o Poejo, a Linhaça, o Zimbro e a Salsaparrilha também são conhecidas ervas que já foram ou são utilizadas em medicamentos para o tratamento da doença. Já a famosa Babosa (Aloé vera), que já é muito utilizada para tratamento de doenças de pele, vem sendo cada vez mais estudada para seu uso no tratamento dos sintomas da psoríase.

Fonte: Texto Extraído do site: www.medicinaisplantas.com

Leia também:

Não podemos nos esquecer que nosso sistema imunológico tem relação direto com nossa mente. Então, tratar nossos padrões mentais e por consequências, emocionais, ajudarão em um tratamento mais efetivo, portanto: CUIDE BEM DE VOCÊ
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maio 05, 2017

O que acontece com o corpo quando não se dorme o suficiente



Veja abaixo a verdade assustadora do que pode acontecer com seu corpo quando você dorme menos do que necessita, começando já na primeira noite

Sono: dormir menos que o necessário pode prejudicar você dos pés à cabeça (Getty Images)

Quem não dorme bem se dá mal. Dormir menos que o necessário pode prejudicar você dos pés à cabeça.

De fato, um estudo publicado no ano passado mostrou que uma semana apenas passada dormindo menos de seis horas por noite resultou em modificações em mais de 700 genes.
É alarmante. Veja abaixo a verdade assustadora do que pode acontecer com seu corpo quando você dorme menos do que necessita, começando já na primeira noite.

Depois de uma noite mal dormida, você…

Sente mais fome e tende a comer mais. Estudos vincularam a privação de sono no curto prazo à tendência de comer porções maiores, uma preferência por alimentos de alto teor calórico e a mais carboidratos, e uma propensão maior por escolher alimentos pouco saudáveis ao fazer supermercado.

Tem tendência maior a sofrer acidentes. Seis horas ou menos de sono por noite triplicam o risco de acidentes ligados à sonolência na direção de veículos, segundo a Drowsydriving.org, da National Sleep Foundation.

E, segundo pesquisas da Universidade Manchester Metropolitan, basta uma noite maldormida para afetar a coordenação olho-direção do condutor.

A privação de sono pode deixar você mais desajeitado de modo geral, na direção de um veículo ou em qualquer outra situação, informa a Prevention.

Não estará com sua melhor aparência, nem com o melhor humor. A ideia de que dormir bem favorece a beleza tem fundamento.

Um pequeno estudo publicado no ano passado no periódico “SLEEP” diz que os participantes de um estudo que tiveram sono incompleto foram vistos como menos atraentes e mais tristes, como relatou o HuffPost na época.

Um estudo diferente do Medical Institutet Karolinska, de Estocolmo, Suécia, concluiu que as pessoas exaustas são vistas como menos fáceis de ser abordadas. E o problema só se agrava com o tempo: cientistas vinculam a privação crônica de sono ao envelhecimento da pele.
Terá mais chances de contrair um resfriado. O repouso satisfatório é uma das bases de um sistema imunológico saudável.

De fato, um estudo da Universidade Carnegie Mellon constatou que dormir menos de sete horas por noite resulta em risco três vezes maior de contrair resfriado. E a clínica Mayo explica:

“Durante o sono, o sistema imunológico libera proteínas chamadas citocinas, algumas das quais ajudam a promover o sono. Certas citocinas precisam aumentar quando você tem uma infecção ou inflamação ou quando sofre estresse. A privação do sono pode reduzir a produção dessas citocinas protetoras. Além disso, os níveis dos anticorpos e células que combatem infecções caem nos períodos em que você não dorme o suficiente.”

Perde tecido cerebral. Um pequeno estudo recente realizado com 15 homens e publicado no periódico “SLEEP” concluiu que uma noite apenas de sono insuficiente já está ligado a sinais de perda de tecido cerebral, o que é medido pelos níveis presentes no sangue de duas moléculas cerebrais cujo nível geralmente sobe após lesões cerebrais.

Tem mais chances de perder o controle emocional. Um estudo de 2007 de pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley e da Escola de Medicina de Harvard usou ressonâncias magnéticas para mostrar que, após a privação de sono, os centros emocionais do cérebro estavam mais de 60% mais reativos.

“É quase como se, sem ter dormido o suficiente, o cérebro tivesse revertido para padrões de atividade mais primitivos, na medida em que era incapaz de contextualizar as experiências emocionais e produzir reações controladas e apropriadas”, disse em comunicado o autor sênior do estudo, Matthew Walker, diretor do Laboratório de Sono e Neuroimageamento da UC em Berkeley, Matthew Walker. Emocionalmente falando, você fica em desvantagem.”

Ficará menos focado e terá problemas de memória. Estar exausto prejudica sua concentração e pode deixá-lo mais esquecido (não surpreende que você se confunda e não saiba onde deixou o celular, após uma noite maldormida).

Para agravar o problema, acredita-se que o sono está envolvido no processo de consolidação da memória, de acordo com Harvard –o que significa que dormir menos que o necessário pode dificultar o aprendizado e a memorização de informações novas.

Após algum tempo dormindo menos que o necessário…

Seu risco de sofrer um AVC é multiplicado por quatro. Pesquisas apresentadas na conferência SLEEP 2012 sugeriram que dormir menos de seis horas por noite pode multiplicar o risco de AVC de pessoas de meia-idade e mais velhas.

“As pessoas que dormem menos de seis horas por noite têm risco quatro vezes maior de apresentar esses sintomas de derrame cerebral que suas contrapartes de peso normal que dormem sete ou oito horas por noite”, disse ao HuffPost na época a pesquisadora Megan Ruiter, da Universidade do Alabama em Birmingham, que participou do estudo.

O risco de obesidade cresce muito. Não apenas a perda de sono de curto prazo pode levar ao consumo calórico aumentado, como múltiplos estudos já apontaram para um vínculo entre privação crônica do sono e aumento do risco de obesidade no longo prazo.

Uma revisão de pesquisas feita em 2012 pela Universidade Penn State, por exemplo, constatou que dormir menos de seis horas por noite está ligado a mudanças nos níveis dos hormônios grelina e leptina, reguladores do apetite.

Outro estudo de 2012 publicado no “American Journal of Human Biology” mostrou que sono insuficiente está vinculado a mudanças na regulação do apetite, podendo levar as pessoas a comer mais.

E ainda outro estudo, este da University of Pennsylvania, constatou que os participantes do estudo que foram impedidos de dormir o suficiente durante cinco noites seguidas ganharam cerca de um quilo de peso, possivelmente por comerem “lanchinhos” tarde da noite.

O risco de alguns tipos de câncer pode subir. Um estudo realizado com 1.240 pacientes submetidos a colonoscopias constatou que aqueles que dormiam menos de seis horas por noite apresentaram aumento de 50% no risco de adenomas colorretais, que podem tornar-se malignos com o tempo.

Outro estudo de 2012 identificou um vínculo possível entre sono e cânceres de mama agressivos. Cientistas já sugeriram também uma correlação entre apneia do sono e o aumento do risco de câncer de qualquer tipo.

Sobe o risco de diabetes. Um estudo de 2013 dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças concluiu que sono insuficiente (e também excessivo!) está ligado a uma série de doenças crônicas, uma das quais é a diabetes do tipo 2.

E o mesmo estudo de 2012 que concluiu que a privação de sono está vinculada a mudanças hormonais associadas à obesidade constatou que o sono insuficiente está ligado à diminuição da sensibilidade à insulina, um fator de risco de diabetes.

Aumenta o risco de doença cardíaca. A privação crônica de sono foi vinculada a hipertensão, aterosclerose (entupimento das artérias por colesterol), falência cardíaca e ataque cardíaco, informa a “Harvard Health Publications”.

Um estudo de 2011 de pesquisadores da Warwick Medical School concluiu que o sono insuficiente está ligado a risco de ataque cardíaco, doenças cardiovasculares e AVCs.

“Se você dorme menos de seis horas por noite e tem sono perturbado, terá chance 48% maior de apresentar ou morrer de doenças cardíacas e 15% maior de apresentar ou morrer de um acidente vascular cerebral”, disse o autor principal do estudo, Francesco Cappuccio, em declaração sobre as conclusões, que foram publicadas no “European Heart Journal”.

“A tendência a dormir tarde e acordar cedo é uma bomba-relógio ativada que ameaça nossa saúde. É preciso agir agora para reduzir seu risco de desenvolver estas condições que representam risco de vida.”

A contagem espermática diminui. Além do fato evidente de que a exaustão normalmente não propicia a atividade sexual, deixar de curtir suas horas de sono necessárias pode ter efeitos negativos sobre sua fertilidade.

Um estudo de 2013 publicado no “American Journal of Epidemiology” e feito com 953 homens jovens na Dinamarca constatou que os participantes com alto nível de perturbações do sono tinham concentração espermática no sêmen 29% mais baixa que os outros.

O risco de morte se intensifica. Um estudo da “SLEEP” em que 1.741 homens e mulheres foram avaliados ao longo de dez a 14 anos concluiu que os homens que dormiam menos de seis horas por noite apresentaram aumento importante no risco de mortalidade, mesmo depois de levar em conta diabetes, hipertensão e outros fatores.
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maio 03, 2017

O Médico Quântico

Para o físico quântico Amit Goswami, a medicina é um campo propício para a aplicação de uma ciência baseada na primazia da consciência.


O Médico Quântico reinterpreta com ousadia os principais métodos da medicina alternativa - a homeopatia, a medicina chinesa e a acupuntura, e o Ayurveda - e da medicina convencional, do ponto de vista da física quântica. Ele mostra que esses modelos aparentemente diferentes podem ser integrados num novo sistema multidimensional pautado na nova "ciência dentro da consciência".

No âmago de toda doença e de toda cura está a consciência, diz Goswami.

O Médico Quântico oferece aos médicos e pacientes um modelo totalmente novo de aplicação da medicina, com maior probabilidade de cura... Goswami o chama de Medicina Integral e diz que "esse é um enfoque totalmente novo, que pode ser a base legítima para a mudança de paradigma na medicina.”
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abril 24, 2017

Óleo de Coco – Esclarecendo com Embasamento Científico



Nos últimos meses algumas entidades oficiais e veículos da mídia emitiram posicionamentos contra o consumo do óleo de coco, recomendando ao invés deste, os óleos de soja e girassol como opções mais saudáveis.

Um dos argumentos utilizados para “desrecomendar” este alimento natural foi o de que o óleo de coco não deve ser prescrito para a perda de peso.

Com isso realmente é preciso concordar. Em primeiro lugar, estamos falando de comida, e comida não se prescreve: come-se.

Em segundo, na nutrição não existem pílulas mágicas. Existem contextos e estratégias dos quais as engrenagens que os fazem funcionar não tem utilidade se são removidas do contexto.

Ou seja: se você está fazendo uma dieta com baixo carboidrato e utilizando o óleo de coco para se manter energizado na ausência das calorias de açúcares e amidos, é bem possível que o seu corpo perca excesso de peso.

Mas se você está praticando uma dieta comum, com bolos, cookies, barrinha de cereal e um ocasional fast food e de repente acrescenta óleo de coco na sua dieta, de fato não há chance de que seu corpo elimine seus excessos.


Fácil de entender né?

Pois é, mas muitas vezes proponentes e entusiastas de uma alimentação mais saudável se esquecem disso e acabam focando um ou outro alimento e os classificando de forma quase milagrosa.

O posicionamento poderia ter se dedicado a explicar melhor essa perspectiva, mas optou por apenas condenar o óleo de coco.

Dentre os outros argumentos utilizados, o mais fundamental seria que o óleo de coco, por ser uma gordura predominantemente saturada, pode elevar o risco de doenças coronárias.
Puxa, como argumentar contra esse fato? …  Talvez apresentando uma pequena lista de evidências do tipo 1 (grau máximo, diferentes dos estudos observacionais citados pelas “entidades oficiais”) que comprovam a TOTAL FALTA DE ASSOCIAÇÃO entre gorduras saturadas e problemas cardíacos.

Não sou eu quem está dizendo: é a ciência em seu grau mais conclusivo.

Uma metanálise publicada em 2015 no British Medical Journal (BMJ), feita por um especialista em cardiologia Intervencionista em Londres, Dr. Aseem Malhotra, mostra que todos os dados cientificamente relevantes conhecidos até hoje sobre a ingestão de gordura saturada e doenças cardíacas não apoiam qualquer associação significativa entre gordura saturada e risco cardiovascular.

Algumas citações:

“Insufficient evidence of association is present for intake of … saturated or polyunsaturated fatty acids; total fat … meat, eggs and milk.” Mente A, et al. A systematic review of the evidence supporting a causal link between dietary factors and coronary heart disease. Arch Intern Med. 2009 Apr 13;169(7):659-69.

Conclusions Saturated fats are not associated with all cause mortality, CVD, CHD, ischemic stroke, or type 2 diabetes, but the evidence is heterogeneous with methodological limitations. Trans fats are associated with all cause mortality, total CHD, and CHD mortality, http://www.bmj.com/content/351/bmj.h3978

49 estudos observacionais e 27 ensaios clínicos randomizados: Current evidence does not clearly support cardiovascular guidelines that encourage high consumption of polyunsaturated fatty acids and low consumption of total saturated fats.https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24723079

“…no significant evidence for concluding that dietary saturated fat is associated with an increased risk of CHD or CVD.”Siri-Tarino PW, et al. Meta-analysis of prospective cohort studies evaluating the association of saturated fat with cardiovascular disease. Am J Clin Nutr. 2010 Mar;91(3):535-46. 

Na sequência, há a desatualizada concepção de que o colesterol necessariamente causa problemas cardíacos, e que quanto mais baixo melhor.

Curiosamente este posicionamento optou por ignorar uma análise de 136 mil pacientes em 2009, que concluiu que quase da metade dos pacientes que foram hospitalizados com problemas cardíacos tinham o LDL normal ou baixo.

Também parecem ter sido ignoradas outras metanálises, e especialmente o estudo de Ramsden que demostra que NÃO HÁ UMA RELAÇÃO entre as flutuações de colesterol de LDL provocadas pela dieta e risco cardiovascular.

É o famoso “cherry picking”, ou o ato de selecionar dados que parecem comprovar a sua teoria e ignorar dados que a contradigam.

Isto é absolutamente comum no mundo científico. E é o que dá base para a maior parte das manchetes sensacionalistas.

Uma metanálise publicada em 2015 no British Medical Journal (BMJ), feita por um especialista em cardiologia Intervencionista em Londres, Dr. Aseem Malhotra, mostra que todos os dados cientificamente relevantes conhecidos até hoje sobre a ingestão de gordura saturada e doenças cardíacas não apoiam qualquer associação significativa entre gordura saturada e risco cardiovascular.

Algumas citações:

“Insufficient evidence of association is present for intake of … saturated or polyunsaturated fatty acids; total fat … meat, eggs and milk.” Mente A, et al. A systematic review of the evidence supporting a causal link between dietary factors and coronary heart disease. Arch Intern Med. 2009 Apr 13;169(7):659-69.

Conclusions Saturated fats are not associated with all cause mortality, CVD, CHD, ischemic stroke, or type 2 diabetes, but the evidence is heterogeneous with methodological limitations. Trans fats are associated with all cause mortality, total CHD, and CHD mortality, http://www.bmj.com/content/351/bmj.h3978

49 estudos observacionais e 27 ensaios clínicos randomizados: Current evidence does not clearly support cardiovascular guidelines that encourage high consumption of polyunsaturated fatty acids and low consumption of total saturated fats.https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24723079

“…no significant evidence for concluding that dietary saturated fat is associated with an increased risk of CHD or CVD.”Siri-Tarino PW, et al. Meta-analysis of prospective cohort studies evaluating the association of saturated fat with cardiovascular disease. Am J Clin Nutr. 2010 Mar;91(3):535-46. 

Na sequência, há a desatualizada concepção de que o colesterol necessariamente causa problemas cardíacos, e que quanto mais baixo melhor.

Curiosamente este posicionamento optou por ignorar uma análise de 136 mil pacientes em 2009, que concluiu que quase da metade dos pacientes que foram hospitalizados com problemas cardíacos tinham o LDL normal ou baixo.

Também parecem ter sido ignoradas outras metanálises, e especialmente o estudo de Ramsden que demostra que NÃO HÁ UMA RELAÇÃO entre as flutuações de colesterol de LDL provocadas pela dieta e risco cardiovascular.

É o famoso “cherry picking”, ou o ato de selecionar dados que parecem comprovar a sua teoria e ignorar dados que a contradigam.

Isto é absolutamente comum no mundo científico. E é o que dá base para a maior parte das manchetes sensacionalistas.
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O fato concreto é que o colesterol é IMPORTANTE para a saúde dos hormônios e do cérebro. O LDL é composto de 11 tipos de lípides, sendo que somente 2 são nocivos. Os outros 9 são essenciais para a Saúde.

A concepção de que o colesterol deve ser o mais baixo possível pode trazer consequências severas em diversos campos da Saúde.
Lembre-se, não sou eu que estou dizendo, são as pesquisas mais recentes, sólidas e atuais.

Embora estas considerações polêmicas contra o óleo de coco e a favor dos óleos refinados sejam de associações médicas reconhecidas e oficiais, não podemos esquecer que essa não é a opinião de inúmeras referências internacionais, incluindo médicos especialistas diversos e fontes rigorosas de pesquisas como o UpToDate, a Academy of Nutrition and Dietetics, o American Journal of Clinical Nutrition, o Medscape e o OpenHeart.

O Óleo de coco é de uso milenar e em algumas culturas fornece mais de 60% das calorias diárias, sendo que problemas cardíacos são basicamente inexistentes. Um estudo sobre o elevado teor de gordura saturada do coco em ilhas da Polinésia termina assim:

there is no evidence of the high saturated fat intake having a harmful effect in these populations (não há evidências que um elevado consumo de gorduras saturadas cause qualquer efeito nocivo nessas populações).

Outro exemplo incrivelmente ilustrativo é fornecido por um professor, Grant Schofield, que trabalhava em duas ilhas do Pacífico, em íntimo contato com duas populações da mesma etnia, sendo que uma ainda consumia sua dieta tradicional, com 60% das calorias compostas de gordura saturada de coco, e a outra com a dieta já modernizada. Vejamos um trecho de sua descrição:

“Em Vanuatu, as pessoas comem da forma que vêm comendo há décadas – mantimentos que eles mesmo plantam, colhem ou pescam – principalmente peixes, hortaliças e coco. Em torno de 60% de suas calorias vêm da gordura, mais do que o dobro da ingesta na Nova Zelândia. Havia muito pouco carboidrato, apenas uma pequena quantidade de arroz. Enquanto isso, em Kiribati, sobreviviam com alimentos importados de baixo custo como refrigerantes, arroz branco, farinha de trigo, açúcar, peixes enlatados e macarrão instantâneo. Em Vanuatu, a maior parte da população parecia saudável e feliz, vivendo da forma que sempre viveram, em vilarejos isolados com mínima influência do mundo exterior. Em Kiribati, entretanto, onde as pessoas dependem fortemente da ajuda humanitária do exterior, virtualmente todos os adultos tinham sobrepeso ou eram obesos. As crianças eram mal nutridas. A diabetes estava tão fora de controle que o hospital local amputava até 20 membros por semana.”

Voltando aos posicionamentos recentes contra o óleo de coco e a gordura saturada, pergunto: a quem interessa condenar o óleo de coco e glorificar o óleo de soja, canola e girassol (comprovadamente nocivos)?

O óleo de coco é um produto predominante de cooperativas, com bastante esforço manual e artesanal. Requer mão de obra, por isso é mais caro. Óleo de coco não pode ser produzido na mesma larga escala que acontece com a soja, canola, girassol e outros. Portanto, não é lucrativo para as grandes corporações.

Há motivos razoáveis para um posicionamento contra o uso do óleo de coco para emagrecer. Ainda, seria razoável sugerir que o uso do mesmo não tem utilidade para prevenir ou resolver determinadas enfermidades, com o argumento (real) de que não existem evidências conclusivas (apenas sugestivas). Mas, condenar o óleo de coco e sugerir óleos poli-insaturados industriais é inaceitável.
Estes óleos estão relacionados indubitavelmente ao aumento da oxidação do colesterol, ganho de peso, obesidade, problemas advindos do excesso de ômega 6, como aumento da inflamação e quadros inflamatórios sistêmicos.

Vejamos algumas informações de um estudo oficial:

Potenciais malefícios de substituir gorduras saturadas por óleos poli-insaturados (ômega 6):

·        Maior risco de câncer
·        Risco aumentado de doença coronariana, eventos cardiovasculares, morte devida a doença cardíaca e mortalidade geral
·        Aumento de LDL oxidado
·        Redução de HDL
·        Aumento da mortalidade global (todas as causas)

Desde que a sugestão oficial nos EUA de diminuir as gorduras saturadas e aumentar as poli-insaturadas e carboidratos, foi adotada, na década de 70, aconteceu o aumento gradual de diabetes tipo 2 e obesidade atingindo um número de pessoas nunca antes visto.

A partir desses dados, é fácil compreender que a epidemia global de aterosclerose, doenças cardíacas, diabetes, obesidade e síndrome metabólica está sendo alimentada por uma dieta rica em carboidratos/açúcar e óleos refinados, e não de gordura natural saturada, algo que os órgãos oficiais hoje estão começando a reconhecer, haja visto que as mais recentes diretrizes dietéticas oficiais dos EUA já não restringem o colesterol ingerido com a alimentação.

Para finalizar, citamos um trecho traduzido que foi publicado na revista britânica de cardiologia:

Recomendações dietéticas baseadas na evidência da literatura:

·        As diretrizes e recomendações dietéticas que sugerem a substituição de gordura saturada por carboidratos e gorduras ômega-6 poliinsaturadas não refletem a evidência corrente na literatura
·        Uma mudança nessas recomendações é drasticamente necessária, dado que a saúde pública pode estar em risco
·        O aumento na prevalência de diabetes e obesidade nos EUA ocorreram com o aumento no consumo de carboidratos, não de gordura saturada
·        Não há prova conclusiva de que uma dieta pobre em gordura tenha quaisquer efeitos positivos na saúde. De fato, a literatura indica uma ausência geral de qualquer efeito (bom ou ruim) de redução da ingesta de gordura
·        O medo das pessoas de que a gordura saturada eleve o colesterol é completamente infundado, já que a distribuição das partículas de LDL é piorada quando a gordura é substituída por carboidrato
·        Uma campanha de saúde pública é drasticamente necessária para educar a população sobre os perigos de uma dieta rica em carboidratos/açúcar
·        Seria ingenuidade assumir que quaisquer recomendações relacionadas a carboidratos ou ingesta de gorduras se apliquem a alimentos processados – que sem dúvida alguma, devem ser evitados
·        Enfim, realmente sugiro que as manchetes sejam analisadas com cuidado. Recomendo uma dose de pensamento crítico em qualquer análise.

E a conclusão do estudo:

Em resumo, os benefícios de uma dieta low-fat (particularmente uma dieta que substitua gorduras saturadas por carboidratos ou ácidos graxos ômega-6 poli-insaturados) são seriamente questionáveis. As diretrizes nutricionais deveriam avaliar a totalidade da evidência e reconsiderar fortemente suas recomendações da troca de gorduras saturadas por carboidratos ou gorduras ômega-6 poli-insaturadas.

Água pura, óleo de coco e pensamento crítico não fazem mal a ninguém.

Por Flávio Passos com a colaboração de Pedro Ivo
Referências:


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O óleo de coco não falta aqui em casa e há muito que é utilizado por mim e também se encontra em meus Blogs.
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